A Neurociência do Storytelling

Entender a mecânica da narrativa no cérebro nos faz repensar processos criativos

 


 

Usar seus poderes do Storytelling com sabedoria fará seus alunos evoluírem. Consumidores ávidos de histórias amam falar sobre elas. Usando suas habilidades em Storytelling, você conquistará estudantes fiéis em sua escola online.

O que você precisa saber

 


 
Foram necessários vários séculos para a neurologia validar aquilo que os pintores de caverna pré-históricos já sabiam: Contar uma história (“storytelling”) faz com que a comunicação seja mais efetiva. Embora existam mais evidências de que nossos cérebros são programados para raciocínios contextuais, muitos designers instrucionais ainda apontam dados específicos sem contexto, mesmo considerando que possuem uma variedade de recursos e ferramentas disponíveis “na ponta dos dedos”.
 

Seu cérebro nas histórias

 


 
Observe algo que mal se consegue escrever sem consulta prévia:

  • Área de Broca x Área de Wernicke
  • Broca: programas motores da fala; Wernicke: compreensão da linguagem.
  • Broca: lóbulo frontal; Wernicke: lóbulos temporal e parietal.
  • Broca: produção da fala; Wernicke: linguagem escrita e falada.

 
Informações transmitidas dessa maneira não são subitamente chatas porque nós estamos vivendo em um mundo “pós-Internet”. Contudo, a menos que neurolinguística seja sua vocação, você dormiria durante uma conferência fundamentada no apontamento dos tópicos acima, uma vez que você só está estimulando suas áreas de Broca e de Wernicke. Ou seja, você está apenas acionando as áreas de processamento de linguagem do cérebro, onde nós decodificamos palavras em seus significados.

A palavra “estímulo” pode ser um clichê dentro do espaço corporativo de aprendizado, mas também implica uma verdade científica. Em 2006, a revista NeuroImage publicou um estudo sobre pesquisadores na Espanha que pediram aos participantes que lessem palavras com uma forte associação olfativa, juntamente com palavras neutras.

Os participantes eram escaneados por uma Máquina de Ressonância Magnética Funcional enquanto eles observavam as palavras espanholas que se traduziam como “perfume” e “café”, para que seu córtex olfativo primário acendesse. Entretanto, a região permaneceu escura quando eles viram palavras como “cadeira” ou “chave”.

Um estudo similar, conduzido por pesquisadores da Universidade Emory, reutilizou com sucesso o córtex sensorial com metáforas como “o cantor tinha uma voz aveludada”, e o córtex motor com outras como “Pablo chutou a bola”.

Ao processar os significados dessas frases, os sujeitos acionaram ambas suas áreas sensoriais primárias e as áreas de Broca e Wernicke. Isso confirma que a narrativa (storytelling) ativa nossas áreas de processamento de linguagem simultaneamente, desencadeando, então, a ativação de mais partes do seu cérebro.
 

5 dicas para implementar com sucesso o Storytelling Digital

 


 
Os responsáveis pela proposta da Prática Reflexiva (em que você reflete sobre o que você fez, ou o que aconteceu, e, a partir disso, modifica seu modo de agir numa próxima vez) têm aprimorado a noção de que é possível um aprendizado significativo quando a informação é usada de forma pensada, reflexiva e formalizada.

De acordo com Maxine Alterio, pesquisadora do storytelling formalizado na Politécnica Otago na Nova Zelândia, uma narrativa pode fazer mais do que informar e entreter. Dentre seus vários benefícios, escutar histórias ajuda os estudantes a estimular habilidades de pensamento crítico, captar complexidades não linguísticas de diferentes situações e construir novos conhecimentos.

Então, como designers instrucionais podem tirar vantagem do storytelling? Aqui vão algumas ideias:
 

1. Aprenda mais sobre seus alunos

 
Desenvolva personas de estudantes que incluam como e onde eles vão se comprometer com seu conteúdo de aprendizagem, o que eles apreciam, etc. Depois, crie narrativas em torno da matéria proporcionada que os atingirão pessoalmente.

Use recursos analíticos assertivos para garantir que você está obtendo o desempenho planejado para seus aprendizes.
 

2. Use uma estrutura de narrativas

 

Não arrisque soar como um comerciante de tendências que gosta de chamar suas campanhas de “histórias”. Inclua um começo/gancho em que você revele personagens, cenários e conflitos, detalhe a ação crescente em que o conflito central aparece, tenha certeza que você tem um clímax forte e envolva as pontas soltas da história com uma solução.
 

3. Todo o aprendizado está nos detalhes

 

Detalhes vívidos fazem com que as histórias sejam valiosas para os alunos. Detalhes, particularmente quando eles são adaptados para seu público, faz com que as histórias ressoem e lhes dá credibilidade.
 

4. Use a tecnologia ao seu redor

 

Como um designer instrucional, você tem acesso a lindas imagens, vídeos carregados de emoção, ampla variedade de sons e músicas, apresentações informativas e outros recursos de qualidade mundial. Aplique-os em sua história!

Aqui na Webnauta o seu material didático é pensado como dimensão importante no processo de ensino-aprendizagem, em conjunto com a interação entre os atores e os processos avaliativos do seu projeto pedagógico. Um dos nossos serviços é justamente a aplicação do Storytelling fazendo uso de tecnologias inovadoras: Adaptação para Multi-Telas, Interação e Experiência, Produção Multimídia, HTML5 e CSS3. Além disso, nós também oferecemos:

 
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5. Conte histórias relevantes

 

Quando o cérebro percebe uma informação como sendo relevante, os efeitos cognitivos aumentam à medida que os esforços diminuem. Então, a fim de tornar seu conteúdo mais eficiente, alinhe a história com um ou alguns de seus objetivos de aprendizagem.
 

Existe Storytelling ruim?

 


 
No contexto do aprendizado online, uma história ruim seria aquela com pouco ou nenhum valor pedagógico. Narrativas digitais apresentam desafios para estudantes e educadores, começando por storytellings ruins, dos quais os alunos não se beneficiariam de nenhuma maneira.

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Bernard R. Robin, da Universidade de Houston, é um dos que propõem o uso de tecnologias convencionais de maneiras criativas. Isso pode significar mais apresentações criativas no Google Drive, caso seus alunos não tenham acesso ao Microsoft Office Suite, e editores de vídeos prontos, como o Apple’s Movie, para editar vídeos.

É importante ter cautela sobre o tom utilizado nas histórias construídas. O tom errado pode criar expectativas equivocadas aos aprendizes. Você pode, por exemplo, levar o usuário a acreditar que está envolvido com um assunto específico, direcionado, e, de repente, ele se depara com uma nova ramificação do conteúdo. Isso pode confundi-lo e/ou fazer com que ele se desinteresse, tornando o ensinamento ineficaz.

Por último, seja ponderado sobre o que os aprendizes devem absorver durante a experiência com a história. De acordo com sua aderência, histórias são métodos de comunicação altamente eficazes. Mas elas podem influenciar as pessoas caso sejam usadas de modo inapropriado ou com muita frequência.

Use seus poderes de narrativa com sabedoria e você potencializará seus projetos instrucionais. Consumidores de histórias ávidos adoram falar sobre elas. Então use suas novas habilidades de storytelling para conquistar estudantes fiéis para seu programa de treinamento. Deixe-os espalhar como seus métodos são efetivos!

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